sexta-feira, 13 de março de 2015

Vencedores do concurso do Dia de S. Valentim

Os vencedores foram:

Não quero a garota mais linda do Mundo.
Quero a garota que faça do meu mundo
o mais bonito!
                       Luís Marques, n.º 8 do 6.º B

Não me faças sofrer!
Porque muito eu já sofri.
Vamos em frente!
Eu acredito em ti.
                           Ana Carolina Crisóstomo, n.º 1 do 7.º A 



Quando pensares que não és ninguém no Mundo,
Pensa que podes ser o mundo de alguém.
                          Beatriz Almeida, n.º 3 do 7.º A




 
Da esquerda para a direita - Beatriz Almeida, Luís Marques e Ana Carolina Crisóstomo.


Parabéns!


Poemas visuais


Mariana 8º A

Maria Vaz , 8º A



Inês Rolo, 8º A






Hugo Coimbra, 8º A



quinta-feira, 12 de março de 2015

“O Traficante”, de Robert Muchamore

Texto de opinião




Na minha opinião, gostei da obra “O Traficante”, de Robert Muchamore porque nunca pensei que miúdos da minha idade pudessem fazer toda a diferença.
É um livro muito interessante que cativa o leitor à medida que vamos lendo e é fácil de ler, porque está escrito de forma clara e explícita.
Quanto ao assunto, gostei da perseguição que houve entre James (personagem principal) e Keith Moore (o maior traficante de sempre). A missão principal de James era fazer-se muito amigo de Júnior (filho de Keith). Para conquistar a sua confiança, James teve de vender cocaína, tornando-se no melhor amigo de Júnior.
Nas férias de Verão, James viu-se obrigado a matar um homem e ficou num estado péssimo, mas a missão foi bem sucedida.
          Recomendo a leitura da obra por ser uma obra divertida, de aventura e fascinante, mas não sei se conseguirá motivar todos os jovens para a sua leitura.

Trabalho realizado por:
Carlos Alexandre S. Henriques, nº 4 
     8ºB

sexta-feira, 6 de março de 2015

Dia Internacional da Mulher



A data escolhida foi a do dia da manifestação das mulheres de São Petersburgo, que reclamaram pão e o regresso dos soldados. Esta manifestação ocorreu no dia 23 de fevereiro de 1917, que, no Calendário Gregoriano (o nosso), é o dia 8 de março. 
Só a partir daqui, se pode falar em 8 de março, embora apenas depois da II Guerra Mundial esse dia tenha tomado a dimensão que foi crescendo até à importância que hoje lhe damos.
      A partir de 1960, essa tradição recomeçou como grande acontecimento internacional, desprovido, pouco e pouco, da sua origem socialista.

      Desde 1975, em sinal de apreço pela luta então encetada, as Nações Unidas decidiram consagrar o 8 de março como Dia Internacional da Mulher.

Se, nos nossos dias, perante a lei da maioria dos países, não existe qualquer diferença entre um homem e uma mulher, a prática demonstra que ainda persistem muitos preconceitos em relação ao papel da mulher na sociedade. 
Produto de uma mentalidade ancestral, ao homem ficava mal assumir os trabalhos domésticos, o que implicava para a mulher que exercia uma profissão fora do lar a duplicação do seu trabalho. Foi necessário esperar pelas últimas décadas do século XX para que o homem passasse, aos poucos, a colaborar nas tarefas caseiras.

       Mas, se no âmbito familiar se assiste a uma rápida mudança, na sociedade em geral a situação da mulher está ainda sujeita a velhas mentalidades que, embora de forma não declarada, cerceiam a sua plena igualdade. O número de mulheres em lugares diretivos é ainda diminuto, apesar de muitas delas demonstrarem excelentes qualidades para o seu desempenho. 
Hoje as mulheres estão integradas em todos os ramos profissionais, mesmo naqueles que, ainda há bem pouco tempo, apenas eram atribuídos aos homens, nomeadamente a intervenção em operações militares de alto risco.

quinta-feira, 5 de março de 2015

Título e leitor do mês de fevereiro

Título mais lido: “ Os heróis do 6º F” de António Mota.


Leitoras do mês
Fátima Cardoso, n.º 12, 7ºC
Mafalda Lima, n.º 13, 5º C

Estão também de parabéns
José Barata, n.-º 15, 6º C
Isabelly Rojas, n.º12, 6º C
Carolina Silva, n.º 5, 8ºB
Afonso Reis, n.º 1, 5ºC
Margarida Matias, n.º12, 6ºB
Carolina Cardoso, n.º 6, 6ºC
Leonor Brito, n.º15, 6ºA
Rafaela Simões, n.º 16, 5ºA

sábado, 28 de fevereiro de 2015

Feira do Livro 2014/2015


sábado, 14 de fevereiro de 2015

Dia de São Valentim



O imperador romano Cláudio II, durante seu governo, proibiu a realização de casamentos, com o objetivo de formar um grande e poderoso exército. Cláudio acreditava que se os jovens, não tivessem família, iam alistar-se com maior facilidade. No entanto, um bispo romano continuou a celebrar casamentos, mesmo com a proibição do imperador. O seu nome era Valentim e as cerimónias eram realizadas em segredo. A prática foi descoberta e Valentim preso e condenado à morte.


Enquanto estava preso, muitos jovens atiravam flores e bilhetes dizendo que os jovens ainda acreditavam no amor. Entre as pessoas que atiravam mensagens ao bispo estava uma jovem cega, Artérias, filha do carcereiro, que conseguiu a permissão do pai para visitar Valentim. Os dois acabaram apaixonados e, milagrosamente, a jovem recuperou a visão.


O bispo chegou a escrever uma carta de amor para a jovem com a seguinte assinatura: “de seu Valentim”, expressão ainda hoje utilizada.





Valentim foi decapitado em 14 de fevereiro de 270.



sexta-feira, 13 de fevereiro de 2015

Autorretrato - Manuel de Sousa

“Jogo de espelhos”



                Sou de facto humano, para aqueles que ainda duvidam e me comparam com algum vulcano star trekiano. A ambição é talvez uma das minhas maiores virtudes, apesar de por vezes funcionar como um catalisador de tragédias e das minhas outras estranhas anomalias ou defeitos, como a teimosia, a simpatia em demasia, a utilização de termos ou classificações complexas (por vezes inadequadas) que acabam por originar confusões, e por fim o desconhecimento da metodologia dos relacionamentos entre adolescentes.
                Quero ser um Alan Turing, um Nicola Tesla ou um Engels do nosso tempo. Quero ser relevante para a enorme comunidade de omnívoros a que pertenço, evitando a fama ou o falatório estelar. Devido ao meu orgulho, outro defeito comum entre a minha geração e ao receio de desapontar aqueles que em mim acreditam e investem sou muitas vezes difícil de convencer, reconhecendo os meus erros ou mudando de opinião apenas quando me apresentam factos sólidos e inabaláveis.
                Pareço um antissocial, de baixa de estatura, que namora com uma biblioteca e quatro hard drives de 2 yotabytes cada, ao mesmo tempo. Esta minha aparência pode dever-se à minha grande arqui-inimiga, a ignorância, essa besta que nos persegue como um parasita que se alimenta da preguiça e de todas as outras formas de inércia voluntária para acumular genica. Por isso, para combater tal aberração eu comprometi-me a tomar doses de conhecimento diariamente, tendo feito vários amigos pelo caminho, como a História, a Física ou a Informática, possivelmente a mais difícil de contentar das três.


Manuel Luís Gouveia Lima Pires de Sousa/10ºB/nº12/2014-2015

quinta-feira, 12 de fevereiro de 2015

Livro e leitor do mês de janeiro

O título mais requisitado este mês foi a "Fada Oriana".


As melhores leitoras do mês  de janeiro foram as alunas:


Dulce Travassos, 6ºA, n.º 6
Fátima Cardoso, 7º C, n.º 12

Estão também de parabéns :

Inês Francisco, 6ºC, n.º 11
Ana Ferreira, 6ºB, n.º 2
Leonor Brito, 6ºA, n.º 15
Inês Grazina, 5º D, n.º 9
Mafalda Lima, 5ºC, n.º 13
Vanessa Subtil, 6º B , nº 18
Rita Ferreira, 6º B, n.º 15
Bárbara Carvalho, 5ºA, n.º 2






quinta-feira, 29 de janeiro de 2015

Carta e Memória, por Manuel Sousa





Carta


Havana, 31 de dezembro de 1958

Querida mãe,
Escrevo-te da embaixada pois atualmente é o único local seguro em toda a ilha para qualquer cidadão americano.
O embaixador Earl Smith pede-nos constantemente para confiarmos nas capacidades do presidente Fulgencio em gerir o país e em repelir qualquer ofensiva por parte do Movimento 26 de Julho. Porém parece-me que pela primeira vez na história da nação estadunidense é o “ser americano” que vai originar o massacre de tantos filhos do capitalismo.
Na realidade parece-me que não vou conseguir abandonar a ilha de Fidel com vida e por isso peço-te que digas ao pai que gosto muito dele e que aguardo que a minha ausência não o alegre muito. Espero que ele alguma vez me perdoe por não ter enveredado pela carreira de guerreiro da liberdade mas sempre gostei mais de argumentar nos tribunais pelos mais ou menos inocentes.
Sei que vou sentir falta das tuas tartes de maçã e do sumo de laranja pela tarde. A acrescentar a tudo isto sei agora que se os castristas chegarem ao ponto de entrar por aquelas portas nunca mais vou voltar a pisar o verdadeiro solo americano, o solo da liberdade, da corrupção e da pouco recorrente, porém adorada felicidade do “sonho americano”.
Sem mais para dizer, um filho que te adora,
Thomas


Memória

Recordo-me como se fosse hoje,
Corri, corri para sobreviver, hoje não me parece que seria capaz de correr tanto, não devido à idade mas talvez por já ter desistido de viver, por ter agora conhecimento da personalidade que a sociedade acabou por tomar.
Assim que hastearam aquelas bandeiras na câmara, embaixadoras de um budismo retorcido, eu, que me encontrava sentado num café que hoje não reconheço pois este foi levado, tal como muitas outras coisas daquele tempo que foram apagadas pela tormenta que varreu toda a Europa durante cerca de meio século. O medo tomou-me por ter conhecimento da aversão daqueles animais por qualquer pessoa que não partilhasse das suas crenças.
O medo tornou-se no combustível da minha máquina, do meu instinto e… corri, corri para fugir, corri para esquecer, corri por temer perder o que a vida representa para mim.
O sabor doce, delicado e aparentemente demasiado frágil foi-se perdendo ao longo das ruas do meu reduto, faltou-me repentinamente o ar ao perder a cor, sabia onde ela estava, mas já não a identificava como minha, tinham-me roubado o meu abrigo, roubaram-me a minha essência e foi assim que eu morri, ao ver a minha imergir num inferno do qual não regressou ainda.

Manuel Luís Gouveia Lima Pires de Sousa 10ºB nº12

sexta-feira, 23 de janeiro de 2015

Dia Mundial da Liberdade - 23 de Janeiro


O que é a Liberdade?
    É um direito comum a todo o ser humano para realizar escolhas livremente, para determinar o seu futuro e as suas opções de vida.

    Mas atenção!

    Liberdade não é fazer o que nos apetece, sem dar contas a ninguém. Deves perceber os limites da tua liberdade individual, de forma que não contraries a liberdade do outro.

    Como vivemos em sociedade torna-se impossível que cada um faça o que quer sem pensar nos outros, torna-se necessário respeitar as regras gerais que convêm a todos.
     Que Liberdades ?
Liberdade Política - liberdade para formar partidos políticos; para votar em candidatos a diferentes cargos do governo nacional, regional ou local; para se candidatar a qualquer cargo político.

  Liberdade de Expressão - liberdade de dizer o que se pensa publicamente, seja em conversa, seja por escrito.

 Liberdade Religiosa - liberdade para praticar a religião que se deseja.

Liberdade

  Declaração Universal dos Direitos Humanos


"Todos os homens nascem livres e iguais em dignidade e direitos. São dotados de razão e consciência e devem agir em relação uns aos outros com espírito de fraternidade."

        Artigo I da Declaração Universal dos Direitos Humanos

 "Todo homem tem capacidade para gozar os direitos e as liberdades estabelecidas nesta Declaração, sem distinção de qualquer espécie, seja de raça, cor, sexo, língua, religião, opinião política ou de outra natureza, origem nacional ou social, riqueza, nascimento ou qualquer outra condição."

  

quinta-feira, 22 de janeiro de 2015

Sophia de Mello Breyner Andresen


Sophia de Mello Breyner Andresen nasce a 6 de novembro 1919 no Porto, onde passa a infância.

    Sophia era filha de Maria Amélia de Mello Breyner e de João Henrique Andresen. Tem origem dinamarquesa pelo lado paterno. O seu bisavô, Jan Heinrich Andresen, desembarcou um dia no Porto e nunca mais abandonou esta região, tendo o seu filho João Henrique comprado, em 1895, a Quinta do Campo Alegre, hoje Jardim Botânico do Porto.

    Como afirmou em entrevista, em 1993, essa quinta "foi um território fabuloso com uma grande e rica família servida por uma criadagem numerosa."

    A mãe, Maria Amélia de Mello Breyner, é filha do Tomás de Mello Breyner, conde de Mafra, médico e amigo do rei D. Carlos. Maria Amélia é também neta do conde Henrique de Burnay, um dos homens mais ricos do seu tempo.

     Entre 1936 e 1939, Sophia estuda Filologia Clássica na Universidade de Lisboa.
    Publica os primeiros versos em 1940, nos Cadernos de Poesia.

    Casada com Francisco Sousa Tavares, passa a viver em Lisboa. Tem cinco filhos.

    Participa ativamente na oposição ao Estado Novo e é eleita, depois do 25 de abril, deputada Assembleia Constituinte.

      Autora de catorze livros de poesia, publicados entre 1944 e 1997, escreve também contos, histórias para crianças, artigos, ensaios e teatro. Traduz Eurípedes, Shakespeare, Claudel, Dante e, para o francês, alguns poetas portugueses.
   

    Recebeu entre outros, o Prémio Camões 1999, o Prémio Poesia Max Jacob 2001 e o Prémio Rainha Sofia de Poesia Ibero-Americana. Foi a primeira vez que um português venceu este prestigiado galardão, que, para além do valor pecuniário de 42 070 euros, significa ainda a edição de uma antologia bilingue (português-castelhano), o que levará a autora a um vastíssimo público que cobre os países latino-americanos.
   
    Com uma linguagem poética quase transparente e íntima, ao mesmo tempo ancorada nos antigos mitos clássicos, Sophia evoca nos seus versos os objetos, as coisas, os seres, os tempos, os mares, os dias. A sua obra, várias vezes premiada está traduzida em várias línguas.
  
     Sophia de Mello Breyner Andresen faleceu a 2 de julho de 2004, em Lisboa.

     O seu corpo foi trasladado para o Panteão Nacional precisamente a 2 de julho de 2014, 10 anos após o seu falecimento.

    Desde 2005, no Oceanário de Lisboa, os seus poemas com ligação forte ao Mar foram colocados para leitura permanente nas zonas de descanso da exposição, permitindo aos visitantes absorverem a força da sua escrita enquanto estão imersos numa visão de fundo do mar

                                  



       Liberdade
Aqui nesta praia onde
Não há nenhum vestígio de impureza,
Aqui onde há somente
Ondas tombando ininterruptamente,
Puro espaço e lúcida unidade,
Aqui o tempo apaixonadamente
Encontra a própria liberdade.

         

                    Sophia de Mello Breyner Andresen

quinta-feira, 8 de janeiro de 2015

A lenda do Bolo-Rei

Quando os Reis Magos foram visitar o Menino Jesus, perto da gruta onde estava o menino, os Reis Magos tiveram uma discussão para saber qual deles seria o primeiro a oferecer os presentes.
Um artesão que por ali passava assistiu à conversa e propôs uma solução para o problema, de maneira a ficarem todos satisfeitos. Fez um bolo e meteu uma fava na massa. Depois de cozido, repartiu-o em três partes. Aquele a quem saísse a fava seria o primeiro a oferecer os presentes ao Menino.
Assim ficou conhecido pelo nome de bolo-rei e como tinha sido feito para escolher um rei passou a usar-se como doce de Natal.
Dizem que a côdea do bolo simboliza o ouro, as frutas simbolizam a mirra e o aroma, o incenso.

No dia de Reis, recordamos os três Reis Magos, sábios do Oriente que vieram desde as suas terras até à humilde gruta de Belém, sempre seguindo uma estrela diferente das outras. Montados nos seus camelos, eles procuravam um Menino que sabiam ser o Salvador do Mundo, para adorarem o Menino e oferecerem-lhe as prendas que traziam: ouro, incenso e mirra.
Um chamava-se Gaspar, que significa "o que vai com amor", o outro chamava-se Belchior, que significa "o que vai suavemente", e o terceiro chamava-se Baltasar, que significa "o que obedece à vontade de Deus, humildemente".
No Dia de Reis, é importante oferecermos nós também uma simples prenda a quem amamos.
Não é preciso darmos coisas caras ou complicadas.
Uma flor do campo, um desenho, um beijo, um sorriso... talvez sejam as prendas que os nossos pais, ou os nossos avós, ou os nossos amigos mais apreciem. Há pequeninos gestos de ternura que dizem mais do que todas as palavras do mundo.

Fonte: "O Livro do Natal" de Maria Alberta Menéres

quarta-feira, 7 de janeiro de 2015

Origem do Bolo-Rei

      Diz a História que teriam sido os três reis magos, Gaspar, Belchior e Baltazar a dar origem ao famoso Bolo-Rei, simbolizando os presentes que os magos levaram ao Menino Jesus aquando do seu nascimento: o ouro, a mirra e o incenso.

        De acordo com a simbologia, a côdea simboliza o ouro, as frutas, cristalizadas e secas, representam a mirra e o aroma do bolo assinala o incenso.
       Certo é que o bolo, devido às frutas e à forma circular com um buraco no centro, aparenta uma coroa incrustada de pedras preciosas.


     Depois, também a fava e o brinde, hoje em desuso alegadamente por questões de segurança alimentar, têm uma explicação tradicional. Segundo a lenda, quando os Reis Magos viram a estrela que anunciava o nascimento de Jesus, disputaram entre si qual dos três teria a honra de ser o primeiro a brindar o Menino. Com vista a acabar com aquela discussão, um padeiro confecionou um bolo escondendo no seu interior uma fava, para que aquele que a apanhasse fosse o primeiro a entregar o presente.
       A história não conta no entanto, qual dos três, Gaspar, Baltazar ou Belchior, foi o feliz contemplado.

      Até há bem pouco tempo, ditava a tradição que quem recebesse a fatia com a fava, teria de oferecer o Bolo-rei no ano seguinte. A fava, amaldiçoada pelos sacerdotes Egípcios que a viam como alojamento para os espíritos, é considerado o elemento negativo, representando uma espécie de azar.

        O brinde era colocado no bolo como forma de presente. Havia quem colocasse nos bolos pequenas adivinhas cuja recompensa seria meia libra de ouro. Outros incluíam propositadamente as moedas de ouro na massa, como forma de agradecimento. Com o passar do tempo o brinde passou a ser um pequeno objeto metálico de valor apenas simbólico e mais tarde, com as regras comunitárias, tanto o brinde como a fava acabaram por ser interditados.


Ainda o Bolo-Rei …


     Em tempos idos havia ainda uma outra tradição, a de que os cristãos deveriam comer 12 bolos-reis, entre o Natal e os Reis, festa celebrada na corte dos reis de França.

     É daí, de França, que surgem as primeiras evidências do uso do Bolo-Rei, da corte de Luís XIV. Vários escritores escrevem sobre ele, e Greuze celebrou-o num quadro, exatamente com o nome de Gâteau des Rois.


Curiosamente, devido ao nome e à conotação com a realeza, o Bolo-Rei foi proibido após a Revolução Francesa, em 1789, tendo os pasteleiros mudado o nome do bolo para poderem continuar a confecioná-lo.

   Por cá, depois da proclamação da República, a proibição do bolo-rei esteve também prestes a acontecer, mas sem sucesso.

   Tanto quanto se sabe, a primeira casa onde se vendeu Bolo-Rei em Portugal foi em Lisboa na Confeitaria Nacional, por volta do ano de 1870, bolo feito pelo afamado confeiteiro Gregório através duma receita que Baltazar Castanheiro Júnior trouxera de Paris.

     No Porto foi posto à venda pela primeira vez em 1890 por iniciativa da Confeitaria Cascais feito segundo receita que o proprietário Francisco Júlio Cascais trouxera de Paris.
    Assim o Bolo Rei atravessou com êxito os reinados da rainha D. Maria II e dos reis D. Pedro, D. Luís, D. Carlos e D. Manuel II.

 
Com a proclamação da República em 5 de Outubro de 1910 chegaram a Portugal os maus tempos para o Bolo- Rei. Devido ao nome, o bolo tinha que desaparecer ou então…

Mudar de nome!

    Os menos imaginativos deram-lhe o nome de ‘ex-bolo rei’, mas a maioria chamou-lhe bolo de Natal ou bolo de Ano Novo. A designação de bolo Nacional seria a melhor, uma vez que remetia para a confeitaria que o tinha introduzido em Portugal, e também por estar relacionado com o país o que ficava bem em período revolucionário.
   Não contentes com nenhuma destas ideias, os republicanos mais radicais chamaram-lhe bolo Presidente até houve quem lhe chamasse bolo Arriaga.

   Daí até aos dias de hoje, o negócio dos bolos-rei alastrou das Confeitarias e Pastelarias aos super e hipermercados e hoje qualquer boa mesa de consoada natalícia não dispensa o famoso bolo, que apesar do nome poderá ter consistências e sabores muito diferentes, consoante o local em que é produzido e as receitas que têm por base.

terça-feira, 6 de janeiro de 2015

Dia de Reis


Os Três Reis Magos

Num país distante viviam três homens sábios que estudavam as estrelas e o céu. Um dia viram uma nova estrela muito mais brilhante que as restantes, e souberam que algo especial tinha acontecido.
Perceberam que nascera um novo rei e foram até ele.

Os três reis magos, Gaspar, Belchior e Baltazar, levavam presentes, e seguiam a estrela que os guiava até que chegaram à cidade de Jerusalém. Aí perguntaram pelo Rei dos Judeus, pois tinham visto a estrela no céu. 

Quando o rei Herodes soube que estrangeiros procuravam a criança, ficou zangado e com medo.
Os romanos tinham-no feito rei a ele, e agora diziam-lhe que outro rei, mais poderoso, tinha nascido?! 

Então, Herodes reuniu-se com os três reis magos e pediu-lhe para lhe dizerem quando encontrassem essa criança, para ele também a ira adorar. 

Os reis magos concordaram e partiram, seguindo de novo a estrela, até que ela parou e eles souberam que o Rei estava ali. 

Ao verem Jesus, ajoelharam e ofereceram-lhe o que tinham trazido: ouro, incenso e mirra. A seguir partiram.
À noite, quando pararam para dormir, os três reis magos tiveram um sonho. Apareceu-lhe um anjo que os avisou que o rei Herodes planeava matar Jesus.
De manhã, carregaram os camelos e já não foram até Jerusalém: regressaram à sua terra por outro caminho.
José também teve um sonho. Um anjo disse-lhe que Jesus corria perigo e que ele devia levar Maria e a criança para o Egipto, onde estariam em segurança.
José acordou Maria, prepararam tudo e partiram ainda de noite.
Quando Herodes soube que fora enganado pelos reis magos, ficou furioso. Tinha medo que este novo rei lhe tomasse o trono.
Então, ordenou aos soldados para irem a Belém e matarem todos os meninos com menos de dois anos.
Eles assim fizeram!

As pessoas não gostavam de Herodes, e ficaram a odiá-lo ainda mais.
Maria e José chegaram bem ao Egipto, onde viveram sem problemas.
Então, tempos depois, José teve outro sonho: um anjo disse-lhe que Herodes morrera e que agora era altura de regressar com a família a Nazaré à sua casa.
Depois da longa viagem de regresso, eles chegaram enfim ao seu lar.